FregaBlog

sexta-feira, dezembro 31, 2010

Retrospectiva

2010, o ano cataclísmico, acabou. E sem cataclismas, vejam só.
Lula não manobrou para conseguir o terceiro mandato.
O Brasil não mergulhou na crise tão propalada.
Chavez não comandou a Esplanada, nem Morales, nem Correa.
Ahmadinejad não inspirou o Planalto.
Dilma foi eleita democraticamente. E não propugnou ações terroristas nem censura, nem populismo, nem guerra de classes.
O MST não intensificou suas ações destrutivas.
Não houve guerra civil, nem na Raposa.
As instituições funcionaram, por incrível que pareça.
O WikLeads trouxe às claras o que o PSDB pretendia com o pré-sal.

Ou seja, tudo o que nos tentaram amedrontar, todo o terrorismo cibernético que entulhou nossas caixas de entrada, deu xabu.
Torço para que a criatividade na mentira, o medo e preconceito, sejam menores em 2011.

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Manifesto aos Bandidos

Com a mudança de governo e início de nova legislatura, surgem as negras nuvens da tchurma do desarmamento. Os alienados da VivaRio, em conjunto com alienados da imprensa, dão ampla divulgação de que o Brasil é campeão de mortes com armas de fogo. Além de ser mentira, escondem quantas dessas mortes é causada pela repressão policial ou pela ação do tráfico, aliás, quem boa parte de membros dessa ONG deve financiar.

Para contribuir com essa campanha insana, aí vai uma sugestão de manifesto a ser publicado. Desde já dispenso direitos autorais ou citação de fonte, caso queiram reproduzí-lo.

Manifesto aos Bandidos

Vocês, empresários do tráfico, tão incorretamentre chamados de traficantes; vocês que dão um exemplo de organização à sociedade, que os reconhece como crime organizado; vocês que são vítimas da perversidade social que os empurrou à marginalidade sem outra opção de vida.

Por favor, senhores, devolvam suas armas.

O Brasil é campeão de mortes com armas de fogo. Nós estamos conscientes que é tudo culpa da polícia mesmo, vocês fazem, no máximo, defender seus pontos de droga, localizando-os onde fique mais fácil pra nós comprarmos, o que agradecemos a atenção.

Mas tá demais. Se vocês não devolverem suas arminhas de pressão, tipo AK47, como nós vamos exigir que a polícia devolva as dela? Como vamos promover a mobilização para que as tropas sejam retiradas das proximidades dos pontos de droga?

Pior, nosso acesso a elas fica cada vez mais difícil e arriscado. Alguns de nós já engrossaram as estatísticas de morte por arma de fogo quando simplesmente estavam se deslocando para uma boca-de-fumo.

Assim não dá! Por favor, senhores empresários dos segmentos ditos marginais, devolvam suas armas. Queremos tranqüilidade para comprar nossas drogas sem risco de balas perdidas.

É só entregá-las em qualquer delegacia ou na polícia federal. Fácil e sem burocracia.

Copacabana e Ipanema serão eternamente gratos.

terça-feira, dezembro 14, 2010

Deslizes de Jobim

Foi lamentável o incidente ocorrido na formatura da Turma Gen Emílio Garrastazu Médici em Agulhas Negras.
Jobim, embora sua midiática estréia no Min da Defesa, conquistou gradualmente respeito por posições assumidas, em especial o Plano Nacional de Defesa e na versão maldosa do plano de Vanucchi. Abandonou os holofotes e a política partidária para efetivamente assumir o comando das forças armadas.
Teve uma recaída na AMAN.
Médici foi o chefe de um governo de exceção, isso não se contesta. Comandou numa época em que o exacerbamento ideológico fomentava a luta armada em todo o mundo. Em alguns países, pode esse combate fluir em democracias, em outros, não. Foi o nosso caso.
Nossa experiência republicana, nascida de um golpe militar em que um general caduco foi instrumento das ambições pessoais, teve um registro lamentável. Nenhum presidente da república eleito desde 1889 a 1994 - mais de cem anos - concluiu integralmente seu mandato ou que ao menos, uma tentativa de golpe tenha ocorrido.
Médici governou nesse período. E, embora vivêssemos numa ditadura, Médici foi um presidente absolutamente popular. Diria mais, os movimentos revolucionários foram derrotados não pelas forças militares, mas pela confiança que Médici conseguia obter em todas as camadas da população.
Pode-se imaginar um ditador, linha dura como dizem, ser aplaudido de pé num Maracanã lotado em dia de Fla-Flu? Médici o foi.
Médici, um militar respeitado, recebeu a presidência da república como mais uma missão de sua carreira. Não era um político, era um patriota. Ao todo-poderoso Médici, como querem afirmar, nunca se atribuiu qualquer malversação ou corrupção. Médici passou pela presidência da mesma forma como percorreu sua carreira militar. Com seriedade.
Médici foi um dos comandantes da própria AMAN mais respeitados de sua história. Justa, portanto, foi a homenagem prestada pelos cadetes ao escolher seu nome como patrono de turma. Homenagearam o ditador? Claro que não. Homenagearam o chefe, o exemplo de carreira militar.
Escorregou Jobim ao não perceber a diferença.

quinta-feira, dezembro 02, 2010

Stédile

Stédile, aquele que politizou o MST e o transformou em instrumento de chantagem e insegurança, recebeu a medalha do Mérito Legislativo, por seus serviços prestados à sociedade.
Muito justo!
Stédile certamente é reconhecido como um dos produtores que salva o balanço de pagamentos nacional. Sua atuação contribuiu para a tranqüilidade e segurança jurídica no campo. Além de, com segurança, ter contribuído significativamente com o desenvolvimento tecnológico que tornou a agricultura brasileira na mais competente do mundo.
Lógico que com a visão equivocada, demagógica, preguiçosa e alienada que vive e sobrevive nos corredores e conchavos, a participação destrutiva de Stédile na vida nacional não poderia passar em branco.
A ele, a Medalha do Mérito Legislativo.