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quarta-feira, janeiro 06, 2016

Cúmplice ou Agente?

O Papa João Paulo I, em seu curto papado, havia tomado decisões moralizadoras no Vaticano:
- Destituir o Mons. Marcinkus do comando do Banco do Vaticano e cortar as ligações com a Loja P2, elementos de lavagem de dinheiro de tráfico, armas, e de fraudes financeiras conduzidas por Calvi e Sindona, dois gângsters;
- Remover o Cardeal Cody da diocese de Chicago, onde comandava uma quadrilha corrupta, com fortes ligações com o crime organizado e com ligação também com o Banco Ambrosiano;
- Designar o Cardeal Baggio para Patriarca de Veneza, homem sério e alinhado a ele;
 E não parava aí o ataque à máquina corrupta do Vaticano.

Morreu em 18 dias de papado, provavelmente assassinado por veneno, não sendo permitida necrópsia e havendo um conjunto de manipulações que tornam o fato extremamente suspeito.

Em seu lugar, foi eleito o Cardeal Wojtila, com o nome de João Paulo II, recentemente canonizado.
Todos esses atos ou decisões de JP I foram revogados. O Vaticano continuou sua prática criminosa financeira, o corrupto e devasso Cardeal Cody continuou à frente da diocese em Chicado (lembrar dos escândalos sexuais de pedofilia nos Estados Unidos). Marcinkus no comando do Banco do Vaticano, Mennini, Secretário de Estado, de Strobel e de Bonis, além do próprio Marcinkus, em ligações íntimas com Sindona e Calvi.

João Paulo II incrementou enorme promoção midiática de sua imagem, enquanto o esgoto dos crimes e fraudes financeiras permanecia com as comportas abertas. A lavagem de dinheiro do crime organizado estava garantida, bem como o financiamento do Solidarnosc polonês, em franca oposição à ditadura comunista.

Com esse objetivo, o de derrubar o governo comunista em seu país, teria Wojtila apoiado e até incentivado o lixo encravado no Vaticano? Teria participado do complô que assassinou JP I? Tudo com o objetivo de financiar as operações do Solidariedade?

Esta dúvida nunca será esclarecida, passará à história como mais um dos crimes camuflados nas sombras da Praça de São Pedro.
Francisco que se cuide. Alias, sabe disso e se cuida. Come no refeitório comum, não utiliza os aposentos, quebra todos os protocolos. Ainda assim, não deverá durar muito.